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quinta-feira, 12 de abril de 2012

caos racional

As pessoas estão assustadas, o tempo inteiro assustadas
ninguém percebe que isso aqui não vale nada.
Sobre viver, todos dormem acordados
e se esquecem de viver
ou vivem errado
porque procuram fazer o certo com as pessoas certas ao lado
diria apropriadas.
Eu não sou apropriada
não faço a miníma questão de ser e talvez por isso eu tenha me tornado apropriada
para a contra-mão do mundo, é claro.
As pessoas certas aparecem e não conseguimos reconhecer porque passamos muito tempo perdendo tempo, e nos magoando, com as pessoas erradas.
E as vezes mantemos compromissos com as pessoas do passado
porque não conseguimos aceitar o presente.
Deixamos o presente passar
as pessoas que devíamos ter amado
e o mundo continua esse caos racional bizarro.





segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

vou até a esquina ela quer ir...pra Budapeste!

Estive em Curitiba esse final de semana, para super esperado show do Chico Buarque, que integra a turnê Chico, o título do seu novo cd lançado em julho desse ano. 
Chico esteve por 6 anos sem fazer shows, a última turnê aconteceu em 2006 com o lançamento do álbum Carioca. 
Apesar de já ter lançado mais de 40 discos, nos últimos 36 anos, Chico saiu em turnê apenas seis vezes: Chico e Bethânia (1975), Francisco(1988), Paratodos(1994), As Cidades (1999) e Carioca (2006).
Deu pra perceber que para aqueles que, como eu, acompanham o trabalho do Chico, foi um show raríssimo e muito especial.
Confesso que eu só percebi a dimensão daquele momento quando Chico entrou no palco, mais simpático e animado do que eu esperava, cumprimentou a platéia e começou a cantar. 
O Chico falando é tão bom de ouvir quanto cantando, voz grave, firme e segura, ele parecia estar muito a vontade no palco.
Pra mim, que sou extremamente cafona romântica, a parte mais emocionante do show foi quando ele cantou as 4 músicas do novo cd que estão relacionadas com o seu romance atual com a cantora curitibana Thaís Gullin. 
Essa Pequena, Tipo um Baião, Se eu Soubesse e Sem Você 2, foram cantadas na sequência, por um Chico sorridente e evidentemente apaixonado. Na música Essa Pequena, Chico brinca com a letra trocando Flórida por Budapeste "vou até a esquina ela quer ir pra... Budapeste!" denunciando os novos planos da namorada e surpreendendo a platéia, que aplaudiu contagiada pela franqueza da brincadeira.
Se Chico Buarque fosse uma cor ele seria azul, quem acompanha o Aponta deve ter percebido que essa é a minha cor preferida pra pessoas do sexo masculino. 
Chico passa uma energia boa, tranquila e forte, serena e vibrante. Aos 67 anos, canta músicas de amor sorrindo e rindo, aceitando com amor a paixão por uma mulher muitos anos mais jovem " Sinto que ainda vou penar com essa pequena, mas o blues já valeu a pena " e ele dizia que valeu a pena com muita convicção, foi lindo.

Achei que nunca fosse ver Chico cantar músicas como A Violeira, Geni e o Zeppelin, O meu amor/ Teresinha, Injuriado e Ana de Amsterdã, que são algumas das minhas preferidas, ele cantou com muita emoção, e errou algumas letras, mas acho que ninguém se importou.
No final, Chico e banda saíram duas vezes do palco, com a galera pedindo pra ele voltar, e ele voltou por duas vezes, nada que estivesse fora do previsto, pois depois as cortinas foram fechadas e as luzes acesas, pois se dependesse do público Chico continuaria cantando até não conseguir mais!
A banda também esteve maravilhosa com Luiz Cláudio Ramos (violonista e arranjador), João Rebouças (piano), Bia Paes Leme (teclados e vocais), Wilson das Neves (bateria), Chico Batera (percussão), Jorge Helder (contrabaixo) e Marcelo Bernardes (flauta e sopros), que já acompanharam Chico na turnê Carioca.

Foi emocionante, memorável, tudo de bom, agradeço por existirem pessoas como Chico Buarque, capazes de compor canções tão bonitas e sensíveis que fazem com que a gente sinta o poder que as emoções tem sobre nós, e o quanto isso pode ser maravilhoso.
E a mensagem que ficou foi "Não se afobe não, que nada é pra já, amores serão sempre amáveis..." e o Chico dá o exemplo.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

aquele que foi mas ainda está

paixão me enganou por muitas vezes, achava-a tão bonita que fazia de tudo para agrada-la, fazia tanto que deixava de ser. 
paixão me anulava.
não sabia eu, que mesmo paixão, pra permanecer o que costuma, costuma precisar de duas vidas, se uma das vidas deixa de ser, paixão não consegue mais estar, nem pelo curto espaço de tempo que ela costuma ficar até desaparecer.
e desaparece fácil. 
pra mim costumava ser ainda mais rápido.
quando a paixão começa com vinte e quatro horas pra acabar não existe tempo, o tempo que é o inimigo, não pode nada contra a falta dele mesmo.
vinte e quatro horas e serenidade vinte e quatro horas e intensidade.
afinidade, que antecede a vontade que provoca paixão e que leva a loucura pelo tesão, e não acaba assim, continua no dia seguinte com beijo de bom dia, e o dia todo de carinho, dormir juntinho e a noite mais tesão.
não dormir mais até a hora de ir embora, não pensar, não chorar e não sofrer, porque simplesmente foi lindo, e só foi tão lindo porque foram vinte e quatro horas atemporais, que permanecerão pra sempre.
e quando pensarmos em amor, quando duvidarmos dele, lembraremos daquelas vinte e quatro horas.
pros românticos de verdade, mais vale vinte e quatro horas de intensidade do que uma vida inteira de estabilidade. 

sábado, 3 de setembro de 2011

manifestação de indignação

odeio escrever diretamente mas nesse momento estou precisando manifestar minha indignação.
estou indignada com o preconceito de quem prega contra o preconceito.
essas pessoas que acham que o mundo é uma merda por culpa de todas as outras que não pertencem ao seu grupo lindo e unido, e manifestam aberta e publicamente esse ponto de vista nas redes sociais, fazendo criticas a todos que escutam qualquer tipo de música que eles consideram sei lá, manipuladas pela mídia pra manter o povo alienado.
eu participei de algumas manifestações do mpl (movimento passe livre) em joinville, mas resolvi não ir mais quando, durante as manifestações, vi participantes do movimento gritando com as pessoas que assistiam o ato, chamando-os de alienados. 
eu demorei pra assimilar e entender o que estava acontecendo, mas refletindo sobre o que ocorreu percebi que aquelas pessoas que estavam lá protestando, não estavam lá só pela causa.
as vezes a vontade de mudar e melhorar o mundo nos torna horrivelmente arrogantes, eu tive que cuidar pra não cair nessa armadilha há seis anos quando deixei de comer carne.
percebo que a hostilidade nos rostos revolucionários são escudos, escudos de guerra, lutar por uma causa não deixa de ser uma forma de guerra.
começa contra os políticos, depois passa a ser contra o povo que colocou os políticos no poder, o povo "alienado".
então eles não podem conversar de igual pra igual e tentar mostrar pras pessoas de forma gentil que elas precisam se manifestar, porque na verdade eles não querem igualdade, eles precisam sentir que são melhores.
eu chamo de ego, e o ego revolucionário me causa tanto medo quanto o ego dos fanáticos religiosos.
é o mesmo tipo de medo e de culpa que os move.


eu escrevo um blog pra falar de sentimentos onde procuro não usar letras maiúsculas. gosto de chico buarque e los hermanos. sou de peixes com ascendente em gêmeos, lua em aries e cinco planetas em capricórnio. 
eu já votei no pt. 
tenho opinião a respeito de muitas coisas, mas não acredito em verdades absolutas. 
não acho que é com hostilidade e preconceito que vamos melhorar o mundo, e eu também sofro bullying.


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Chronic dissatisfaction

Hoje o mundo nos permite várias possibilidades, em muitos sentidos. Talvez esse ambiente favorável a mudanças tenha causado um sentimento de indecisão que nunca passa no coração das pessoas.
Depressão, ansiedade, pânico: os males modernos. Talvez esse clima de tensão, e esses novos (ou não) sentimentos sejam conseqüência da falta de limites. Não que eu seja a favor de limites, muito pelo contrário, mas, como tudo, mesmo a liberdade pode ter seus efeitos ruins.
A busca por algo ou alguém é constante, mas nunca nos sentimos completos.
Uma mulher mais jovem, uma casa maior, uma religião que faça mais sentido, um emprego que pague mais.
Nossa gula por novidade fez com que nos tornemos parasitas do mundo e de nós mesmos.



insatisfação crônica



terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O Design Universal

Hoje devo começar meu PIBIC, sobre design Universal, por isso vou escrever aqui umas idéias que ilustram esse tema.

Fazemos parte de uma sociedade diversificada, o ser humano dito “normal” é também o ser humano diverso, “A função do design universal não é criar produtos especiais,
uma vez que o design universal não é exclusivo e sim inclusivo;
é a idéia de que todo mundo deveria ter acesso a tudo por todo o tempo: tarefa difícil, mas não impossível" (Covington e Hannah, 1997).
A idéia de desenvolver produtos para todos nasceu depois da Revolução Industrial, quando a massificação dos projetos de produto foi questionada. Em 1961 na Suécia se reuniram países como Japão, EUA e nações da Europa com o objetivo de discutir essa questão.
No Brasil o Design Universal chegou em 1980 primeiramente na área da construção civil, e 1981 foi declarado o Ano Internacional de Atenção a Pessoas com Deficiência, e a repercussão fez com que fossem criadas as primeiras leis para regulamentar o acesso.
Um equívoco comum é pensar no Design Universal apenas como acessibilidade para pessoas com problemas motores, o Design Universal inclui essas pessoas, e todas as outras, dependendo do produto em questão, podem ser crianças, idosos, obesos, gestantes, pessoas que usam óculos, pessoas muito altas, muito baixas, ou qualquer um que seja um possível consumidor do produto.
Atualmente as minorias são deixadas de lado, e vistas muitas vezes com indiferença, ou mesmo com pré conceitos que dificultam o desenvolvimento humano, social e cultural do mundo.
Como se pode esperar que uma comunidade aceite sua diversidade, se na criação de produtos as pessoas são tratadas com indiferença?
A idéia é melhorar a qualidade de vida e trazer acesso.
Para contribuir com uma sociedade igualitária que respeita todas as pessoas, temos que modificar o sistema de desenvolvimento de produtos, fazendo com que se volte para o humano, desenvolvendo produtos pensando em cada possibilidade de uso, e facilitando o acesso independente das diferenças físicas, o que exige um estudo maior e mais detalhado de cada possibilidade, porém os resultados compensam o esforço, pois pode-se alcançar um mercado maior de consumidores, e cumprir o objetivo de solucionar os problemas dos produtos. A venda e o lucro serão objetivos secundários, pois pode-se atingir um público alvo maior expandindo a usabilidade dos produtos e consequentemente vendendo mais.
A idéia de um Design Universal é bastante desafiadora e complexa, por isso exige muita pesquisa e estudo, tanto profissional quanto acadêmica. 
Todos os envolvidos no processo de criação, dês de o ensino até o mercado profissional são responsáveis pelo desenvolvimento do Design, a preocupação com o Design Universal é fundamental, pois a cada dia o mundo fica mais diversificado e vamos deixando de lado a velha história de desenvolver produtos pensando apenas no esteriótipo da maioria dos consumidores.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Hoje na praça da bandeira!


Eu gosto desse cartaz que lembra o Construtivismo Russo, acho que foi feito pra lembrar mesmo, pelo contexto.

Acho importante ir na manifestação hoje, eu vou e espero que vá muita gente. É  um absurdo esse monopólio do transporte público em Joinville, na minha opinião os empresários responsáveis por isso são aproveitadores do ser humano, do trabalhador, que é na maioria das vezes humilde, e não tem nem idéia do poder que tem de mudança.
Mas como eu sempre digo, o mundo está mudando, e acredito que no futuro não vai mais ter espaço pra gente assim, as mentes vão despertando aos poucos, e assim seguimos tentando construir um mundo melhor.

eu acredito muito nisso

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

coisas, coisas

Resolvi escrever alguma coisa hoje, depois de tanto tempo, eu ainda prefiro as palavras às imagens, eu penso muito, o tempo todo, mas acho que nessas férias consegui dar uma desacelerada.
Estive na praia há alguns dias atrás, e foi legal, sai com meus primos de 16 e 17 anos que queriam companhia pra sair a noite, aí mandaram eu sair com eles, eu achei legal, gosto deles. No dia seguinte fomos tomar sorvete, eles, eu e minhas primas de 10 e 12 anos, me senti muito velha no meio deles, mas o mais legal de tudo isso é que eu tenho muito assunto com eles, e com os pais deles também, consigo conversar com pessoas de todas as idades, descobri isso e achei meio doido, mas legal!
Mudei o cabelo, cortei e alisei, e vou pintar, não vou descrever o corte, pra isso uma imagem é melhor e qndo meu cabelo estiver decente (ele tá parecendo uma peruca agora) eu posto fotos :)
Ontem eu participei de uma manifestação contra o aumento da passagem de ônibus, sempre  
achei a causa muito válida e importante, desde da época que eu estava no ensino médio. Eu estudava na Tupy e em frente ao terminal de ônibus da Tupy os estudantes faziam manifestações, naquela época eu vi a polícia agredir e prender manifestantes, os estudantes da Tupy eram proibidos de participar do ato pela escola, que ameaçava os alunos mesmo estando fora dos muros da Sociesc, o que é um absurdo, mas aquela escola é absurda.
Na manifestação de ontem eu achei muito interessante o apoio da polícia, o carro da polícia ia à frente, abrindo caminho para a manifestação que fechava as ruas, aproximadamente 170 pessoas diz o blog do MPL, mas eu tive a impressão de ter mais gente.
Eu acho complicado participar do movimento porque ele parece inacessível aos mais interessados, acho que as pessoas comuns se sentem intimidadas, eu me sinto um pouco intimidada, sob os olhares arrogantes, não de todos é claro, mas existe uma certa hostilidade, o que na minha opinião é o maior problema que faz com que poucas pessoas participem, e eu já conversei com muita gente que tem a mesma opinião.
Não sei se eu vou na "reunião de novos membros", eu não sei se quero ser um membro, mas com certeza vou na próxima manifestação terça, e vou convidar quem eu puder, porque a causa é muito importante. Masss não tenho mais paciência pra ficar discutindo o capitalismo, aliás, hoje eu sei que nós temos o que somos, uma sociedade é composta por indivíduos, e é claro que indivíduos ruins vão formar uma sociedade ruim, não adianta falar em mudar o sistema antes de mudar as pessoas, não funcionaria, por isso que Jesus diz que só os bons vão pro "céu", nesse ponto eu concordo come ele, é impossível querer uma sociedade melhor com pessoas ruins, e obrigando-as a serem boas cometeríamos o mesmo erro de Cuba e da URSS, tá me empolguei osaiaosiopa


Falei muito hoje, pra compensar o tempo que eu fiquei sem escrever, espero que alguém se interesse de ler até o final, e estejam a vontade pra comentar, discordar ou concordar!







sábado, 25 de dezembro de 2010

desejo de natal

Estava vendo as msgs sobre o natal no twitter, orkut e facebook e comecei a refletir um pouco sobre essa coisa toda que é, ou que fizemos ser o natal.
Não quero ser chata e ir contra a alegria geral que toma conta de todos nessa época do ano, mas eu estava pensando aqui " Porque só no natal?" dizem que é aquela coisa toda da celebração do nascimento de Jesus, mas hoje em dia ninguém mais pensa nisso, com exceção  dos meus pais (69 e 60 anos) e alguns outros poucos, então qual é a do natal?
Nem vou criticar o consumismo agora, deixa ele ali, nem vamos pensar nele agora.
Podem perceber que todos ficam mais solidários no natal, todo mundo quer ajudar alguém, ficam super felizes em presentear os amigos e familiares, intrigas antigas são deixadas de lado e as pessoas desejam tudo de bom que existe no mundo umas as outras, e ficam todos felizes.
Porque precisa de um natal pra ser assim? porque não podemos ser sempre assim?
Vamos viver um eterno natal, com pessoas mais generosas, com desejos de paz e prosperidade pro mundo o tempo inteiro.
Eu acredito que um dia vai ser possível, que esse clima de natal, que eu chamo de amor, e eu insisto no amor, possa tomar conta da nossa sociedade, das nossas vidas, pra vivermos melhor, em um mundo melhor com pessoas melhores.
É tudo que eu desejo nesse natal, que seja eterno

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

audácia


que dois mil e onze seja cheio de audácia, atrevimento e ousadia, que as pessoas sejam, simplesmente sejam.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Além da familia

" Todos os tipos de psicose ou neurose surgem da família. A família cria um ser humano muito, muito doente.
Não há necessidade; estilos alternativos deveriam ser possíveis. Para mim, um estilo alternativo é a comunidade - Ele é o melhor.
Uma comunidade significa pessoas vivendo numa família fluida. As crianças pertencem a comunidade, pertencem a todos. Não existe propriedade privada, nenhum ego pessoal. Um homem vive com uma mulher porque eles sentem vontade de viver juntos, porque cultivam isso, gostam disso. No momento em que sentirem que o amor não está mais acontecendo, eles não se apegam um ao outro. Eles se despedem com toda gratidão, com toda a amizade. Eles começam a procurar outras pessoas.
No futuro não haverá casamento como existia no passado, e nenhum divórcio como existia no passado. A vida será mais fluida, mais confiante. Haverá mais confiança nos mistérios da vida do que nas diretrizes da lei, mais confiança na própria vida do que em qualquer outra coisa - a justiça, a política, o sacerdote, a igreja. E as crianças deverão pertencer a todos - elas não deverão carregar os brasões de suas familias. Elas pertencerão a comunidade, a comunidade tomará conta delas.
Esse é o passo mais revolucionário da história humana, pessoas começando a viverem comunidades e começando a ser verdadeiras, honestas, confiantes e deixando a lei cada vez mais de lado.
O ser humano não pode ser feliz sem liberdade, e sua velha estrutura familiar destruiu a liberdade. E porque ela destruiu a liberdade, destruiu a felicidade e o amor."
Amor, liberdade e solitude - OSHO


Provavelmente quem ler esse post vai achar absurdo, eu compreendo, é realmente muito a frente de tudo que vivemos hoje ...  mas quando eu li me senti reconfortada. 
As pessoas acham que tem alguma coisa errada comigo, que eu sou assim por causa de um relacionamento traumático, não é verdade.
Tudo que eu vivi até hoje, tem me mostrado que nossos sentimentos nunca estão errados, quem está errada é a sociedade, os padrões de vida que levamos hoje.
O amor é liberdade.


Esse ano eu conheci pessoas por quem eu me apaixonei, e eu senti uma imensa necessidade de compartilhar, esse compartilhar que é o amor, que  é o amor liberdade, mas não existia ninguém livre, estão todos presos a suas vidas infelizes, ou pseudo-felizes.
Quando digo que me apaixonei não estou falando apenas de relacionamento homem e mulher convencional, me apaixonei por pessoas, nem sempre sexual, mas as vezes sim e teve que ser reprimido.
É muito difícil viver em um mundo de pessoas não livres, e saber que ninguém vai fazer nada pra mudar, estão todos conformados e acomodados, porque vivemos dormindo, não vivemos o aqui e o agora, vivemos sempre projetando o futuro, e achamos que lá poderemos ser enfim felizes ... eu também faço isso porque é difícil estar sozinha nesse modo de pensar, mas acho que estou aprendendo.
Eu tenho muito medo de acabar me deixando levar pelas convenções, tenho medo de cair nessa teia de desamor que ainda dirige o mundo.
É por isso que eu escrevo tanto sobre saudades e sobre solidão, porque me deixa muito triste precisar ficar longe das pessoas que eu amo, mas é diferente de ser uma pessoa triste, eu sou feliz. 
Já disse isso, e vou repetir, esse ano foi um ano muito bom, talvez o mais feliz até agora, porque eu poso sentir o mundo mudando, e tenho muita esperança de um dia poder viver assim como Osho decreveu, em comunidade, perto daqueles que eu amo.


O amor é fogo
E depois que você sente o verdadeiro amor, ele transforma sua vida.




segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Muito rápido!

Esse ano tá passando rápido demais, posso dizer que passou já! Esse tempo maluco dá um friozinho na barriga, um medinho, não sei do que, acho que é de não ter tempo pra fazer tudo que eu quero fazer, uma viajem, porque apesar desse ano ter passado rápido, eu fiz muita coisa, e ano que vem vou fazer mais coisas ainda! em design e na vida :}


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Política e Arte

Esse ano a bienal de arte abordou um tema um tanto polêmico, que é a influência da arte na política e da política na arte.
E o tema " Há sempre um copo de mar para um homem navegar" trata também dessa ligação, dos artistas criarem suas obras, num momento que pode parecer particular, numa situação de revolta ou de expressão que a princípio pode parecer pessoal, mas que acontece com muitas pessoas, artistas ou não, em lugares diferentes do mundo que é influenciado pela sociedade cultural e pelo multiculturalismo. Onde o olhar do artista é fundamental para expressar aquilo que não pode ser explicado ou pensado logicamente, tem que ser sentido e vivenciado.




A arte é um dos meios de mostrar os paradigmas sociais, sob o olhar do artista. Os trabalhos da bienal estavam fazendo criticas sociais, mostrando conflitos de outros lugares,  e muitos pensamentos de mudança, reflexões sobre a sociedade e a cultura.





No dia em que visitamos a bienal estava sendo comemorado, o dia da Consciência Negra, e a cultura afro estava presente em vários trabalhos, assim como outras culturas também.
Achei interessante porque artistas de várias partes do mundo estavam expondo ali, e parece ser uma tendência (não sei se é correto chamar assim), mas no mundo todo as pessoas estão pensando e agindo pra ajudar a melhorar a sociedade, e pode-se perceber os pensamentos de mudança. Cada um pode escolher o seu meio de habitar esse mundo, mas para viver em um lugar bom, precisamos primeiro vencer os problemas, e contribuir pra que todos possam compartilhar do progresso social, e acredito mesmo que estamos caminhando pra essa consciência de que todos fazemos parte do mesmo "Todo".

me empolguei, eu sempre me empolgo nesses assuntos!





domingo, 14 de novembro de 2010

sexta no cemitério

Sexta-feira eu tive uma aula de antropologia diferente. Estamos fazendo um trabalho sobre o multiculturalismo, e uma das equipes resolveu fazer sua apresentação no cemitério do Imigrante, um cemitério pequeno e bem antigo de Joinville. A professora Letícia super apoiou a idéia, os professores das primeiras aulas nos liberaram, e então lá fomos nós visitar o cemitério, em uma sexta-feira 12 um pouco chuvosa.
Pra variar eu cheguei atrasada. Fui pintar minhas unhas de verde militar, e depois me arrumar pra sair. Quando eu estava chegando no cemitério o povo estava saindo, e fizeram o maior escândalo ao me ver! deu vergonha :~

Gente, olhem a cara das pessoas sopasipoasipoa


Essa é minha sala linda, depois de ter a aula no cemitério, da qual eu não participei. Mas ali na frente rolou uma conversa, histórias, e depois fomos todos no Habib's. 
Tenho que dizer que as aulas de antropologia estão cada dia melhores, a professora Letícia é ótima professora, e faz um trabalho muito bom na nossa sala (que não é fácil).
Eu digo que é a geração índigo, muito presente no design, como tinha mesmo que ser, e a nossa sala é ótimo exemplo, os questionamentos, a ação, a energia sempre ativa.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Viva a Dilma!

Eu fiquei muito feliz pela Dilma, sei que muitos vão ler esse post e discordar completamente, e tudo bem isso é a democracia, cada um tem direito de pensar como quiser!
E eu penso que é muito bom termos uma presidenta mulher, que lutou pela democracia, lutou contra a ditadura, e como ela mesma disse ontem no seu discurso, arriscou sua vida e sua juventude lutando pelo que ela achava justo, ela foi presa e torturada, ela não precisava disso, ela tinha grana e mesmo assim ela tava lá, fazendo o que ela achava certo e eu admiro muito a Dilma por isso.





No primeiro turno eu votei na Marina, eu gosto da Dilma, simpatizo com o PT, mas não suporto o PMDB, acho que eles querem estar sempre do lado que está ganhando, não são convictos de nada, querem estar simplesmente sempre ganhando, e a política pra eles no meu ponto de vista é mais uma "acumulação" de cargos, não gosto.
E nosso vice-presidente Michel Temer sendo do PMDB me preocupa muito.







Sobre a Marina, admiro muito, vou votar nela sempre que ela se candidatar, porque ela é uma mulher muito forte, muito determinada, e não fez alianças com outros partidos que ela não concorda, ela poderia ter sido a candidata do Lula, mas preferiu se candidatar por ela mesma, e eu espero sinceramente que ela possa nos representar depois da Dilma.





Sobre o Serra, acho que ele até é um cara com boas idéias e intenções, o problema dele é o partido, esse tradicionalismo dos partidos de direita não me atrai nenhum pouco, assim como Fernando Henrique que é sociólogo, se dizia socialista marxista na juventude e depois saiu privatizando geral, deve ter tido seus motivos, mas eu não entendo,


         
 por isso não confio em PSDBs da vida.

domingo, 31 de outubro de 2010

arrogância

Acredito que as pessoas estão aqui pra melhorar, pra aprender a viver em comunidade e fraternidade, deixar o individualismo de lado aprender a tratar todas as pessoas como iguais. E era o que eu vinha tentando fazer, e realmente progredi muito, refletindo sobre meus defeitos, coisas que podiam ser feitas de outro jeito, sempre buscando essa limpeza interior, e era realmente sincero, altruísta, pois eu não fazia por esperar recompensas, eu realmente tinha (e tenho) muito amor pelas pessoas e pelo mundo e acredito que pode ser um lugar melhor, se todos tiverem esse mesmo objetivo.
E aí eu descobri meu maior defeito, a arrogância, de pensar que, se todos pensassem e agissem como eu, o mundo seria melhor, eu não estava sendo boa simplesmente por bondade, eu me achava, e ainda acho, superior aos outros, mais esclarecida, melhor...
Sempre achei minha família antiquada, nunca fui amiga dos meus primos e primas, sempre achei todo mundo fútil, materialista, individualista. E pode até ser que seja, mas eu estou errada de julgá-los, me falta a humildade que eu os acuso de não possuir, e no fundo, somos todos ruins iguais.

As fraquezas humanas estão sempre ali, e com o meu ego enorme eu as provoco, e depois acuso de hipocrisia, futilidade, mentiras ...
mas não são piores que eu, que estou ali pra provocar e mostrar que são ruins, todos ruins, e eu sou boa, correta, justa juíza do mundo.
na verdade eu sou ainda pior, eu sou aquela que compreende e justifica o erro de todos, mas que nunca se perdoaria pelas atitudes deles, porque tendo um espírito mais evoluído não posso cometer erro algum, não posso me deixar levar pelas fraquezas humanas, porque eu estou além delas,
e muito, muito arrogante mesmo